Quem sou eu

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Uma pessoa especial e abençoada, tenho uma familia maravilhosa que eu amo do fundo do meu coração. Faço o que gosto e acredito, gosto do que faço, sou muito feliz em poder compartilhar com as pessoas tudo aquilo que sei, meus valores, conceitos ideias e ideais. Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta Junguiana, Psicopedagoga, Orientadora profissional, interessada em divulgar idéias, trocar experiências profissionais, aprender e reciclar.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015


CAIXA DE AREIA ( SANDPLAY) - direcionada para os Psicopedagogs. 

Essa é uma técnica muito divulgada pelos Psicólogos Junguianos, que foi adaptada para os Psicopedagogos utilizarem tanto no Psicodiagnóstico como no processo de intervenção.
 Essa técnica foi desenvolvida partindo do trabalho de Margaret Lowenfeld, na sua clinica psicológica, onde realizava atendimento com crianças.
 Margaret fundamentou seu trabalho,  partindo das ideias  que Wells descreveu no seu livro "Jogos de Chão"   Jung não criou a técnica, mas adaptou para adultos e a divulgou bastante enfase.

Hoje podemos utilizar este trabalho, também dentro da PSICOPEDAGOGIA, o resultado é excelente, por que é um técnica livre e sem regras, onde a criança se sente a vontade para realizar a atividade.   

ESTOU ADMINISTRANDO CURSO SOBRE A TÉCNICA PARA PSICOPEDAGOGOS.

O curso sobre SANDPLAY Caixa de Areia para Psicopedagogos, será realizado na primeira sexta feira do mês de novembro, dia 06/11/2014, das 19 às 22 h. Não deixe sua inscrição para última hora, as vagas são limitadas. Se inscreva agora pelo telefone (11) 97620.9216 / 4114.9234 ou pelo e-mail cursos@psicopedagogavaleria.com.br.
NÃO DEIXE PARA DEPOIS O QUE VOCÊ PODE FAZER AGORA.
Te espero lá ... bjs

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

 
                  A vida é uma verdadeira colcha de retalhos, cheia de altos e baixos, com ruas estreitas e apertadas.
                  Ninguém sabe bem ao certo qual  o   se verdadeiro significado, estamos sempre procurando motivos para entender o que viemos fazer... Estamos sempre escondidos dentro de nós mesmos, buscando nos encontrar.
 
                  Nunca encontramos as respostas que estão nas entrelinhas do dia a dia, porque estamos sempre procurando as respostas que queremos escutar. Precisamos sempre de motivos para estimular a nossa história. Ela pode ser bem colorida ou não, vai depender muito daquilo que você quer e precisa.   
 
                  Cada pessoa tem a sua estrada, que pode ser coberta de flores ou   de   pedras, de espinhos ou de rosas, dependendo do seu jeito de ser e de conduzir as coisas. Somos todos  uma incógnita. Refletindo mais um pouco mais, podemos perceber que uma bela rosa nasce entre espinhos, para protege-la.
 
                Podemos também entender que viver é um milagre, que somos contemplados pelo criador, que nos deu a oportunidade de sermos a continuidade da essência divina.
 
“Deus” essência divina, palavra doce e universal, cheia de mistérios que deu  luz as trevas.
 
Somos todos passageiros da eternidade, conduzindo a vida com o intuito de desvendarmos o mistério da nossa  existência e da nossa essência.
                      “Vida”, expressão do amor do criador.
A espiritualidade envolve a percepção do espírito, permite a compreensão mais humanizada da natureza essencial da alma.
Falar da espiritualidade envolve conceitos desconhecidos, não reais, que pertencem ao imaginário “DEUS” UM SER CRIADOR DO CÉU E DA TERRA, que nunca foi visto, que nunca foi registrado como real, só na história bíblica. Segundo o espiritismo “DEUS é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.
É como acreditar na fantasia, no desconhecido, NA ESTÓRIA, no NÃO palpável, envolve FÉ.
E cada pessoa tem a sua...
Por isso esse tema é muito polemico, não existe o certo e o errado, existe o que você acredita como certo, aquilo que sua alma entende como possibilidades, aquilo que faz você ter   “FÉ”.
O homem sempre precisa acreditar em algo, precisa entender que existem coisas que não têm explicações E QUE NÃO PRECISAM SER EXPLICADAS E merecem ser respeitadas na sua forma de entender.
Por isso, a vida constitui uma colcha de retalhos a ser construída. Só depende de cada um como construir a sua história, como seleciona seus retalhos e que tipo de emenda faz.  
Existem mais mistérios entre o céu e a terra que a nossa van filosofia desconhece. 

 

 


quarta-feira, 22 de julho de 2015

 
 
Jean Piaget
 
Acho Jean Piaget um dos mais importantes teóricos da educação. Depois de estudar e entender como pensava e como fundamentou sua teoria, percebi a importância dos seus estudos na relação do trabalho com a caixa de areia.

Então resolvi divulgar uma breve  biografia. Acho fundamental conhecer a sua vida, como estabeleceu os conceitos básicos da sua teoria,  para poder desenvolver e compreender como podemos associar a teoria com o trabalho na caixa de areia.

  CASA ONDE NASCEU JEAN PIAGET


Histórico – ( biografia resumida)

Nasceu em 09/08/1896 e faleceu 16/09/1980 viveu 84 anos dedicados à cultura e a pesquisas.
 
Sua cidade natal era Neuchâtel, na Suiça. Seu pai Arthur Jean Piaget era professor universitário de Literatura medieval na universidade de Neuchâtel. Era muito interessado por mecânica, fósseis e zoologia.
 
Piaget foi um menino considerado prodígio, tinha muita afinidade com a história natural. Aos 11 anos publicou um estudo sobre a observação que fez de um pardal albino, foi quando deu início a sua brilhante a carreira cientifica.

 

ESCOLA ONDE JEAN PIAGET SE FORMOU

Em 1918 - Formou-se em Biologia. Especializou-se em Psicologia Evolutiva, em epistemologia genética e em educação, quando desenvolveu uma nova teoria para época. “Teoria do conhecimento” – Estudo do desenvolvimento do processo da inteligência. Ele queria compreender como o homem aprende e evolui.  

Em Zurique trabalhou como Psicólogo, foi aluno de Jung. Piaget começou a combinar a Psicologia Experimental (estudo formal e sistemático) com métodos informais de psicologia, entrevistas, conversas e analise dos pacientes.

Em 1921 começou seu trabalho observando as crianças em suas brincadeiras, registrando de forma meticulosa o comportamento das crianças, suas ações e atitudes, queria identificar como acontecia o processo do raciocínio (cognição/inteligência) nas crianças, que ele entendia e percebia como diferente dos adultos. 

Foi a partir deste ano que começou os estudos sobre a mente humana, e o desenvolvimento das habilidades cognitivas. Revolucionou os estudos sobre educação com a sua nova teoria sobre o desenvolvimento cognitivo (inteligência).

Em 1923 casou-se com Valentine Châtena, colega de curso, que também o auxiliava em suas pesquisas e interesses. Casou-se em 1923.

 Em 1925 nasceu sua primeira filha Jaqueline, foi a oportunidade que teve em conviver mais diretamente com crianças, observar seu desenvolvimento bem de perto, observar como a criança aprendia e desenvolvia seu pensamento (inteligência/conhecimento/ cognição). Sua esposa também o ajudou nas pesquisas e observações.

Para Piaget a inteligência é adaptação, o seu desenvolvimento está voltado para o equilíbrio. Ele percebeu que as experiências da criança estão voltadas para a ação em contato com o objeto, na primeira fase do desenvolvimento que ia do nascimento até mais ou menos 2 anos. Considerou esta fase como sensorial.

A criança é muito mais sensorial direcionada para o concreto. Tudo precisa ser palpável e visual.  Ela aprende à medida que o conhecimento interage de forma concreta possibilitando conectar os acontecimentos pelo tato, visão, audição para só depois absorver o conceito e os valores dentro do seu EU.

Sua principal contribuição foi na área de EDUCAÇÃO, criou uma nova metodologia para época, onde o seu principal referencial era o desenvolvimento da criança.

Fundamentado em suas pesquisas e observações ele disse: as crianças possuem uma forma diferente de pensar, uma maneira própria, diferente dos adultos.

Essa forma de pensar era muito revolucionária para época, pois os educadores acreditavam que a inteligência das crianças era vazia e que à medida que aprendia ia absorvendo o conhecimento.

Fundamentado nas suas pesquisas e observações, criou a teoria do conhecimento. Teve uma vida dedicada ao estudo do entendimento de como o conhecimento (inteligência) se desenvolve nas crianças- seu maior objetivo era entender como o conhecimento evolui.

Piaget entendia que as crianças são as próprias construtoras do conhecimento. Ele observou e percebeu que o conhecimento evolui gradativamente, em cada estágio da sua vida a criança processa uma forma especifica de conhecimento / raciocínio.

Partindo das suas observações dividiu a aprendizagem em quatro estágios (períodos). Sensório motor de 0 à 18 meses (2 anos) / Pré-operatório de  18 meses (2 anos) até 07/08 anos / Operatório concreto de 07/08 anos até 12 anos / Operatório formal de 12 anos até 15 anos, quando a criança passa para a  fase da adolescência rumo ao pensamento cognitivo adulto.


CMHA/JULHO 2015

 


 

 

 

 




segunda-feira, 13 de julho de 2015


A evolução faz parte do progresso, é importante e necessária, mas, tem coisas que deixam a desejar.

Hoje em dia as pessoas estão mais distantes uma das outras, tudo é mais impessoal. Essa tal de internet e esse tal de Watsapp onde as conversas são eletrônicas e indiretas, as pessoas se sentem mais livres e se esquecem de que para trocar sentimentos, emoções é necessário estar presente, falar olho no olho, abraçar, tocar e sentir o outro.

Percebo que existe uma abertura maior para se falar de qualquer coisa, de qualquer jeito. Entendo que isto acontece por que é feito de forma indireta, não existe a  responsabilidade e o respeito pelo o outro que está do outro lado. Como a conversa acontece do outro lado do celular, não dá para ver e sentir a reação de quem recebe e de quem manda. Muito triste estes acontecimentos.

Olho no olho parece não existir mais, coisa rara de acontecer, falta diálogo entre os membros de uma mesma família, todos estão entretidos com os seus celulares e outros eletrônicos, não estão mais participativos e interativos, fica cada um na sua, como dizem por aí.

O toque ficou algo raro de acontecer, as pessoas estão perdendo o habito de interagir pessoalmente, mesmo juntas estão conversando pelo celular. Muito estranho o mundo de hoje. Falta carinho, atenção, toque e interação.

Mesmo que digam que não é bem assim, percebo que as pessoas estão mais distantes uma das outras, noto que ao redor de cada um existe um abismo de emoções, não tem mais aquela espontaneidade da atitude, está ficando tudo muito formal, parece existir um receio por parte de cada um, de chegar abraçar, beijar, tocar o outro com carinho, falar daquilo que gosta ou lhe incomoda, mostrar os seus sentimentos.  
As pessoas não sabem mais como agir perante os amigos, parentes, pessoalmente, sentem-se constrangidos e envergonhados de serem autênticos e verdadeiros em se tratando das emoções (sentimentos). Quando você digita um sentimento ele fica menos intenso e mais impessoal, mesmo porque o outro não está presente para perceber suas reações.
A comunicação de longa distancia, ficou mais eficiente, mas, menos intensa.

A sociedade de hoje está mais doente, os relacionamentos mais distantes, a ansiedade, as angustias, estão mais presentes no dia a dia de cada um.  O mundo está mais agitado, muitas informações acontecendo ao mesmo tempo.
 
É tempo de parar, observar e refletir, o quanto isso tudo que acontece socialmente é saudável, e o que podemos fazer para melhorar e tornarmos mais interativos, antes que possamos ficar incomunicáveis pessoalmente.
 
Não sou contra a evolução, mas contra este distanciamento de pessoas.
 
criando-reciclando

 

domingo, 12 de julho de 2015


Viver e viver bem são valores que precisamos priorizar no nosso dia a dia. NÃO SÃO  necessários grandes feitos, mas, o AMOR que você coloca em tudo que faz todos os dias, acreditar que, não precisamos nos superar todos os dias, que podemos viver com o suficiente. Entender que o bom também pode ser muito.
Olhar para as nossos imperfeições com mais carinho, entender que estas são características que nos fazem diferentes e especiais, que podemos todos os dias segundo o nosso entendimento fazer diferente, fazer melhor ou igual, entender que PARA SERMOS INTEIROS NÃO PRECISAMOS SER PERFEITOS.

Na sociedade atual onde a coisas não param, onde tudo ficou para atrás, onde você precisa ser o mais perfeito possível para poder competir, acredito que pensar desta forma deve ser estranho, mas, se olharmos mais na frente podemos ver que as pessoas estão insatisfeitas, nada está bom, tudo está ultrapassado, o novo gera uma angustia, uma necessidade, uma neura, e VOCÊ NÃO VIVE apenas segue o curso sem saber exatamente onde vai chegar, porque o ponto de chegada é mutável.  
Valorizar e confiar na nossa força, na nossa voz interior e nas nossas necessidades, contribui para que sejamos cada vez mais generosos, como disse Sue Bender em um dos textos que escreveu no livro Encontro Com Deus. Podemos olhar para o outro com mais generosidade, menos cobranças, mais amor, sabendo que estamos fazendo o melhor que conseguimos e que representa o suficiente.

SIGNIFICA NÃO EXIGIR DE VOCÊ ALÉM DAQUILO QUE CONSEGUE INDEPENDENTE DO QUE O OUTRO POSSA PENSAR, SÓ ASSIM VAI OLHAR AO SEU REDOR, ADMIRAR QUE TODOS SOMOS O QUE SOMOS, PEQUENOS,  EM GRANDES TRANSFORMAÇÕES E MUDANÇAS AO LONGO DO NOSSO CAMINHO. SÓ ASSIM CONSEGUIMOS ADMIRAR O OUTRO NO SEU JEITO DE SER E VIVER.

SOMOS TODOS FILHOS DO CRIADOR EM EXPANSÃO DA CONSCIENCIA.

                                                                                                                                                                                                                                                                                          

terça-feira, 7 de julho de 2015

Dentro da área de Psicopedagogia, trabalhamos com crianças que apresentam distúrbios de aprendizagem. Durante estes anos de trabalhos fui observando, percebendo e utilizando várias e diferentes técnicas de atuação. Uma destas técnicas,  que trabalha de forma lúdica,  os distúrbios de aprendizagem com excelentes resultados é o  SANDPLAY.
 
Com o propósito de disseminar esta técnica,  desenvolvi um curso prático sobre SANDPLAY onde surgiu a ideia de elaborar um Manual Psicopedagógico de SANDPLAY "Caixa de Areia".
 
 A caixa de areia é uma técnica muito utilizada pelos Psicólogos Junguianos, quando, neste trabalho, é feito o acesso do inconsciente de forma lúdica sem interferência  do racional.
 
Por volta de 1956, Dora Kalff  percebeu a oportunidade de adaptar esta técnica para a Psicopedagogia. Durante estes anos, este trabalho foi utilizado por outros profissionais, tanto da área de saúde, quanto da educação, proporcionando novas maneiras de entender e interagir com os aprendizes, validando a técnica através dos excelentes  resultados.  
 
Pesquisei bastante sobre o assunto e confesso que mesmo com o passar dos anos, ainda existem  poucas obras falando a respeito desta técnica, para aperfeiçoar-me no assunto, eu fiz um curso a distancia e após aplicar a teoria na prática em meus atendimentos, achei oportuno criar um manual prático de atuação, escrevi o livro, Manual Psicopedagógico de SANDPLAY "Caixa de Areia", onde transmito orientações práticas sobre a teoria e técnica de psicodiagnóstico e intervenção psicopedagógica na caixa de areia, fundamentado em teoria, em meus estudos e experiências adquirida ao longo dos anos profissionais;
 
Me sinto feliz e realizada, conquistei mais uma etapa dos meus objetivos

 


Falando um pouco das minhas metas e objetivos.

Eu Clélia Marilia adoro observar e conversar com as  pessoas, escrever e falar um pouco do que faço e penso.Já faz algum tempo que queria dividir com as pessoas um pouco da minha experiência profissional e pessoal, pontuar e avaliar as dificuldades encontradas no dia a dia de cada um, com a profissão de Pais e Educadores.

Todos estes anos,  venho fazendo anotações e apontamentos sobre o que vivi profissionalmente, sobre o que era difícil em se tratando de educação. Acumulei informações, e  acho importante e necessário transmitir para as pessoas um pouco do que vivi durante estes anos profissionais.  Entendo que, quando aprendemos alguma coisa,  não podemos reter o conhecimento, ele precisa circular.

Então resolvi escrever um livro que desse conta de transmitir tudo o que sou, penso e sinto, tudo que faço e acredito, com o propósito de esclarecer através do meu conhecimento e experiência adquirida ao longo dos anos, como pessoa e profissional, as minhas experiências e atuações dentro da área de Psicologia e Psicopedagogia, fazendo uma reflexão simples e sincera sobre tudo que vivi e ouvi no meu consultório e mesmo fora dele.

 
 
Neste  livro, relato muitas situações de forma lúdica, brincando com as ideias e pensamentos, procurando transmitir para todos o que gosto de fazer e acredito, porque acho que os valores e educação estão muito inter-relacionados, não consigo perceber um sem ver o outro.


 


 

domingo, 31 de maio de 2015

Crianças que apresentam a "SINDROME DE ASPERGE".


Dentro dos conceitos de distúrbios de aprendizagem, encontramos a “síndrome de asperge”, crianças que apresentam sintomas leves de espectro autista.
Normalmente estas crianças conseguem conviver socialmente, se forem bem direcionadas, podem apresentar excelente um progresso, não significa que vão deixar de apresentar a síndrome, mas vão evoluir bem, aprendendo conviver socialmente.

Em muitos casos observamos que muitas destas crianças possuem uma inteligência bem desenvolvida e direcionada para determinados assuntos, assuntos específicos como, por exemplo,  matemática, musica, desenho, informática...

Neste caso os pais destas crianças precisam ficar atentos para detectar que tipo de inteligência ( talento ) seu filho tem,  podendo assim  ajudá-los aprimorar seu talento.

Características comportamentais destas crianças que apresentam autismo leve: 

  1. Distúrbio de interação social - (dificuldade de relacionamento com os colegas);
  2. Falta de comunicação; (linguagem restrita)
  3. Falta de interesse; (não se envolve com as novidades, raramente)
  4. Falta de reciprocidade emocional;
  5. Restrito nas brincadeiras de faz de conta; (pensamento mais voltado para o concreto).
Tudo isso resulta em um prejuízo qualitativo da comunicação, dificuldade de fazer amizades e manter as amizades.


Uma coisa que considero importante os pais saberem é:

1.    Saber respeitar a rotina, porque a criança que apresenta a síndrome de asperge, que é um autista em grau de desempenho leve, não tolera mudanças, mesmo porque não sabe lidar com o novo, o desconhecido.  

2.    Evitar ter moveis desnecessários para assim protegê-los de acidentes.

3.    Desenvolver bons hábitos de sono, manter horários, respeitando a hora de dormir, com luzes menos intensas e refeições leves antes de dormir.

4.    Devem sempre que possível evitar levar a criança em lugares muito movimentados, cheios de interferências e barulhos, como por exemplo shopping, supermercados, que são locais de muitos estímulos diferentes que incomodam como : Auto falantes, musicas altas, barulhos diferentes, muitas pessoas circulando tudo ao mesmo tempo.

As crianças que apresentam esta síndrome são crianças inteligentes, mas, muito sensíveis a mudanças inesperadas. Suas percepções sensoriais estão desorganizadas, consequentemente, sua reação é diferente de uma criança considerada dentro dos padrões da normalidade.

Podemos também verificar que o seu vocabulário é direcionado para o concreto, não consegue trabalhar no mundo das ideias, da fantasia. Tem muita dificuldade para questões abstratas.

 Ela normalmente se orienta muito pela visão, por isso é importante entender que se queremos ajudá-la devemos desenhar ou lhe mostrar figuras de determinadas coisas que vão ou podem acontecer, como por exemplo, se você quiser mudar de uma sala para outra e a criança desconhecer o espaço, identificar por cores diferentes, e quando quiser que ela vá para a outra sala mostrar-lhe a cor da sala. Visualmente fica mais fácil, mesmo porque ela não trabalha no abstrato mas no concreto.
 OU:

Outro exemplo é ser bem objetivo na comunicação com a criança. Tire a roupa e vamos para o banheiro tomar banho e não ( você precisa ficar limpinho então precisa tomar banho que teremos visita) é muita coisa para ela absorver, seu pensamento não absorve.
Para as famílias as vezes fica muito difícil entender e aceitar que a criança não é conceituada dentro dos padrões da normalidade, que ela apresenta uma síndrome, que ela é diferente das outras crianças.
Isso traz as vezes consequências desastrosas, quando a família não aceita este tipo de comportamento. Por isso é importante que todos entendam, que a aceitação é difícil mas não impossível quando você entende e reconhece as características do autismo, aprende a lidar com o preconceito, não tem medo de enfrentar o futuro, nem tem receios em cuidar do filho.
Quando existe o entendimento, existe aceitação, consequentemente acontece a transformação do sentimento, do comportamento. Seu filho é importante e precisa da ajuda de todos.
  

 

 

 

 

terça-feira, 5 de maio de 2015


Formação do Eu pessoal - ( conteúdos conscientes   mais inconscientes )

As pessoas, acreditam que são portadoras das respostas de forma consciente, mas esquecem de avaliar a interferência do inconsciente nas suas decisões. Entendem que o EU é portador de respostas conscientes, que conseguem fazer escolhas sem serem influenciados. Será ?

Não se conhecem por inteiro, acham que o que vêm e decidem, tudo tem haver com o que avaliam no momento em questão. Mas, tudo é resultado de várias coisas, do que aprenderam, do que acreditam como certo ou errado, dos valores registrados durante uma vida, mais a herança genética e arquetípica, e do  que percebem no momento.
Estes conceitos são estabelecidos pelo consciente e inconsciente.
 Como a maioria das pessoas não se conhece, não consegue estabelecer um conceito próprio real, tudo é fruto da imaginação, daquilo que registraram como certo e errado, não só do momento em questão.
Tudo que estou escrevendo tem haver com o fator emocional, o pensamento é influenciado por situações já vividas, imaginadas e registradas internamente, mais sua personalidade e tudo influência uma decisão.
 O pensamento não é autônomo como as pessoas acreditam ser, é de natureza virtual, como já afirmou Augusto Cury.
Lendo um dos seus livros, parei para pensar em como ele definia o pensamento e cheguei a conclusão que aparentemente ele está certo, não podemos tocá-lo, ele se expressa segundo o que entendemos,  e é formado por conteúdos conscientes e inconscientes.
O homem é livre para pensar, fantasiar, criar, imaginar, seu controle depende única e exclusivamente de si mesmo de si mesmo, do seu controle interno, que precisa ser ponderado, por que se assim não for,  cria para si mesmo angustias e ansiedades.

O homem torna refém dos seus próprios pensamentos.
Ninguém controla a construção do Eu pessoal, os pensamentos estão livres e soltos para expressar-se da forma que entendem, em busca da sua liberdade.  Eles são livres entre aspas, são influenciados por conceitos e preconceitos, por valores pessoais.  

Por isso é muito importante entender como se forma o pensamento, em que base estão fundamentados, quais os registros internos e emocionais envolvidos na  formação da ideia / pensamento.
Pessoas autoritárias, que dizem saber tudo, que acreditam estar com a verdade única, são pessoas que não sabem de muita coisa, apenas sabem o que vêm, não entendem o complexo da formação do pensamento e o envolvimento de vários fatores... Como fala Augusto Cury no seu livro Ansiedade:

“seus pensamentos estão contaminados e distorcidos por nossa cultura personalidade (quem sou),  pela emoção (como estou) pelo ambiente social (onde estou) e pela motivação ( qual a minha intenção). Não há interpretações puras.”
Pense nisso!!!
Falando com o coração - Maio / 2015

quarta-feira, 22 de abril de 2015

TEIMOSIA


            O teimoso é aquele que precisa realizar seus desejos impreterivelmente, não admite ser desconsiderado. Seu comportamento é voluntarioso, impulsivo.
        Normalmente, o teimoso quer por que quer, precisa desafiar sempre que percebe que não é atendido, fazendo birras, pirraças...
        Muitos associam a teimosia a um comportamento de resistência, capricho, turra, e não estão errados. Agora o teimoso só existe porque existe alguém que é complacente com as birras, tem dificuldade de contorná-las.
        Li um texto que dizia mais ou menos assim, quando o teimoso faz birras é porque existe uma plateia para o show. Entendo que isto é a mais pura verdade, se seu filho faz birras é porque você permite, assiste e dá corda para que ela aconteça.
        A criança que aprendeu que a birra, a pirraça, a obstinação pode fazer as coisas acontecerem do jeito que espera e quer, vai tornar-se um adulto também manipulador, teimoso, que faz birras para conquistar o que quer.
        A birra é uma forma que a criança encontra para impor seus desejos, ela é considerada normal na fase de um ano até três anos, passando desta fase ela já é considerada insana, desvio de comportamento. Quando acontece é porque emocionalmente a criança não sabe lidar com as impossibilidades, com o NÃO, com as restrições.  
        É considerado normal, porque nesta fase que vai de um ano até três ano a criança ainda não sabe  expressar-se corretamente, tem dificuldades com as palavras.
        Como:
        Na vida tudo tem dois lados,  a  exemplo da moeda, pensando nisso,  também podemos ver TEIMOSIA como uma forma de comportamento positivo.
        A teimosia pode ser considerada positiva quando OCORRE sem o objetivo de provocar e quando a pessoa que a pratica NÃO TEM COMO OBJETIVO CHAMAR A ATENÇÃO DAS OUTRAS PESSOAS, mas realizar seus objetivos, seus desejos com determinação e critérios.  
        Olhando o lado positivo da teimosia, entendo que a pessoa que insiste, é determinada, não desiste do objetivo mesmo que ele seja difícil, também é uma pessoa teimosa no bom sentido.
       A teimosia  no adulto é considerada negativa quando ele briga por seus objetivos de uma forma impulsiva, sem critérios, discute por eles de forma infantil, faz algo sem pensar sem normas e, só o faz para desafiar seu opositor, também está fazendo birra, só que é um adulto com uma birra infantil.
        A teimosia pode ser considerada positiva quando favorece quem a pratica com critérios, objetivos e determinação. Quem sabe quando desistir do objetivo ou transformá-lo, quando não existe a possibilidade de realizá-lo. Entendo desta forma porque vem de encontro à ideia de realização, de segurança, de saber o que se quer e acreditar que pode ser realizado.
Vai ao encontro da realização dos sonhos.
ABRIL/ 2015

       

quarta-feira, 1 de abril de 2015


A CULPA:

Este sentimento surge, quando você quer controlar tudo ao seu redor, e não tem noção que as coisas são como são independentes dos nossos desejos, acredita que consegue fazer da forma que entende e sabe, exige das pessoas que façam do jeito que acha certo. Quando as coisas não acontecem da forma que você imaginou ou deliberou, quando você perde o controle, sente-se impotente e permite que o sentimento de culpa se instale.

O sentimento de culpa pode ser positivo e negativo, dependendo da intensidade, quando você os usa para sua sobrevivência ele é positivo, porque funciona como freio, discernimento entre o que pode ou não fazer, proporciona um equilíbrio moral.

-Segundo os alguns teóricos o sentimento de culpa é abordado como a não aceitação dos defeitos, erros e falta de importância que tem cada individuo para a pessoa.

 Normalmente a pessoa se percebe como autossuficiente, o dono da verdade. Tudo que está nos extremos causa dependência, não é bom, trás problemas, e quando as coisas não são como imagina, vem a decepção que pode gerar culpas e sentimentos inadequados, como a depressão.

Quando a culpa se instala no comportamento das pessoas, interferem nas suas avaliações pessoais. Qualquer passo em falso pode desencadear fortes sensações de inadequação, impedindo o sujeito a pensar sobre si mesmo, desencadeando dúvidas, vergonha e depressão.

O sentimento de culpa pode literalmente pesar muito nas atitudes, na forma de sentir (sentimentos) perceber (sensações),  na forma de pensar e agir de cada um. Ele é um fator fundamental que desencadeia a depressão.

Depressão é de origem emocional, decorrente de inseguranças, medo de agir, sentimento de impotência ou como já coloquei necessidade de ser e manter o controle.

 A forma mais correta de trabalhar a depressão é identificar a depressão emocional da real, perceber  as diferenças.  É  entender que ninguém é perfeito, que as pessoas erram e que errar é uma forma de aprender, corrigir e evoluir. Não que seja fácil, mas é possível.
 
Abril \ 2015





 

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015


Sandplay “ Caixa de Areia”

 

A caixa de areia é mais um recurso que os Psicopedagogos podem ter acesso, quando for necessário fazer um trabalho de avaliação e ou intervenção.

É um material que você vai poder avaliar e perceber a criança e as suas dificuldades de aprendizagem através do Lúdico. É quando a criança sente-se bem à vontade no seu espaço natural, porque brincar para criança faz parte da sua essência. É brincando que ela aprende, melhora, descobre, modifica seu jeito de ser, aprender e se comportar.

Muitos podem questionar se a caixa de areia serve para toda e qualquer criança. Eu digo que sim, com as devidas restrições.

Podem perguntar, por quê?

Porque  dependendo da criança, ela pode ter mais ou menos afinidade com a caixa de areia, têm crianças que não gostam de sujar as mãos e mexer na areia se for areia seca, sentem arrepios. Outras não gostam de mexer na areia molhada, no barro, na argila...

A primeira coisa que o Psicopedagogo precisa entender e fazer,  é respeitar a criança na sua condição de SER, nunca forçar um procedimento, deixar livre a escolha de participar ou não na caixa de areia, mesmo porque este é mais um dos recursos psicopedagógicos.

Pela minha experiência existem poucas crianças que não gostam de mexer na areia, ficam felizes e se sentem livres quando podem mexer nas miniaturas e na areia.  Ficam tão entretidas que se esquecem do horário, fato este, que precisa ser sempre colocado para criança, o tempo disponível que ela tem na caixa de areia.

A criança naturalmente gosta de fantasiar, criar, manusear as miniaturas, montando estórias diferentes. Ficam muito à vontade vivenciando as estórias que criam não se sentem restringidas, pelo contrário, é tão autêntica que não percebe o horário passar.

Esse recurso é fantástico, ajuda você entender o que se passa no interior de cada criança, como ela vê e entende o mundo que a rodeia. Em se tratando de aprendizagem, você Psicopedagogo, consegue perceber em que fase do desenvolvimento a criança se encontra. Como ela entende aprendizagem, qual o significado que a criança dá para este fato. Existe várias e diferentes maneira de se trabalhar na caixa de areia, tudo vai depender do relacionamento Psicopedagogo e o Aprendiz, como este vínculo foi estabelecido.

Se você quiser saber como funciona na prática, em março estará sendo lançando meu livro: Manual Psicopedagógico Sandplay “ Caixa de Areia” e ministrando cursos introdutórios para quem estiver interessado.  

Criando-reciclando – Janeiro 2015


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Começando um novo ano :
 
                      Tudo na vida tem começo  meio e fim, nada começa pelo meio e termina no começo. Por isso quero desejar a todos os leitores do meu blog um ANO de muito sucesso, de muita saúde e boas realizações pessoais e profissionais.
 
                      O princípio está na criança que vem ao mundo para alegrar as famílias, trazer renovação, esperanças...   Então pensando nisso resolvi escrever um pouco sobre educação.
 
      Tudo na vida tem uma razão de ser, os "defeitos" existem  para corrigirmos, as "qualidades" para preservarmos, qual seria a graça de vivermos sem aprender, fazer e refazer. O nosso crescimento é proporcional ao nosso investimento em aquilo que acreditamos e damos valor...
           Quando pensamos em família, pensamos em filhos, que eu acredito ser o maior objetivo dos casais. Sempre achamos que estamos prontos e preparados para exercer EDUCAÇÃO, mas nem sempre é o que acontece, ficamos enrolados e perdidos quando a criança apronta.
Toda criança tem o espírito da curiosidade, quer experimentar coisas novas e diferentes, gosta de explorar o ambiente, gosta de usar sua criatividade, brinca com coisas sérias, não tem noção da responsabilidade.
Eu considero normal estas atitudes, não que eu as aprove mas, como sabemos, elas fazem parte do seu aprendizado. Nem sempre as atitudes das crianças dão bons resultados e, o que normalmente acontece é a repreensão dos Pais e Educadores.
Acredito que é muito importante repreender, mostrar que aquilo que ela esta fazendo, não é certo e acarreta resultados negativos, isto porque a criança quando age é sem pensar nas consequências, ela sempre acha que vai dar certo e que o caminho é correto.
Existe formas e formas de exercer o Educar, podemos fazê-lo de forma positiva, evitando que  a criança  registre que seu comportamento de explorar, criar e acreditar que pode, seja errado, carregando para uma vida certos sentimentos de inadequação, deixando de explorar sua  capacidade.
Quando o Educador mostra para criança que tudo que ela faz é errado, que ela é impulsiva, não respeita o que as pessoas falam e exigem, ultrapassa as regras, “ele” em outras palavras passa a mensagem que ela é inadequada, incapaz, inconsequente. As mensagens negativas que entram no inconsciente da criança como:
“ Minha mãe (pai/professor) não gosta de mim,  e não,  eles gostam de mim, mas não do meu comportamento, a minha atitude é que está errada".
Toda criança que só recebe repreensão, nunca um elogio, vira um adulto inseguro,  manipulador, com baixa auto estima, repetindo o comportamento dos Pais como educadores de geração para geração, porque foi assim que aprenderam.
Entendo que a forma positiva de educar seja:
1º)  Antes de repreender de forma negativa (gritando/batendo/xingando/descontando seu desapontamento/ sua raiva ) procure entender o que está acontecendo, porque a criança fez o que não devia.
2º)  Procure mostrar para criança que você não gostou do que ela fez, do seu comportamento;
3º)  Mostre também para criança o que a atitude dela acarreta, quais as consequências do seu comportamento e qual é sua responsabilidade quando assume comportamentos inadequados;
4º) Depois de entender e conversar com a criança, se ainda achar que o comportamento dela merece um castigo, seja razoável e não desconte suas frustrações neste castigo.
É muito mais fácil educar  em cima de ELOGIOS DO QUE CASTIGOS, toda criança espera que os pais elogiem seu comportamento quando correto. Ficam frustradas e com raiva quando os pais acham que elas não fizeram nada além da obrigação, porque se esforçaram para agradar os pais e a si mesmo.
Elogiar representa para criança um motivo a mais para esforçar-se, melhorar suas notas, seu comportamento,  seu jeito de agir.  Aumenta sua autoestima, favorece seus relacionamentos. A criança aprende ser mais positiva, menos agressiva.
Toda criança que se sente amada e feliz,  não incomoda, não resmunga, não irrita as pessoas, convive socialmente de forma mais tranquila, seus relacionamentos são mais amorosos e suas reações mais positivas.
Engana-se quem pensa que precisa ser muito bravo, enérgico e rígido com a criança, basta ser sincero, claro e objetivo quando se comunicar com ela, toda criança é muito experta e inteligente, consegue entender o que precisa fazer, quando não o faz é porque quer provocar, irritar, descontar nas pessoas aquilo que não gosta, não aceita e acha ruim.
CMHA  -  Janeiro/2015
 
             
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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