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Uma pessoa especial e abençoada, tenho uma familia maravilhosa que eu amo do fundo do meu coração. Faço o que gosto e acredito, gosto do que faço, sou muito feliz em poder compartilhar com as pessoas tudo aquilo que sei, meus valores, conceitos ideias e ideais. Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta Junguiana, Psicopedagoga, Orientadora profissional, interessada em divulgar idéias, trocar experiências profissionais, aprender e reciclar.

domingo, 31 de maio de 2015

Crianças que apresentam a "SINDROME DE ASPERGE".


Dentro dos conceitos de distúrbios de aprendizagem, encontramos a “síndrome de asperge”, crianças que apresentam sintomas leves de espectro autista.
Normalmente estas crianças conseguem conviver socialmente, se forem bem direcionadas, podem apresentar excelente um progresso, não significa que vão deixar de apresentar a síndrome, mas vão evoluir bem, aprendendo conviver socialmente.

Em muitos casos observamos que muitas destas crianças possuem uma inteligência bem desenvolvida e direcionada para determinados assuntos, assuntos específicos como, por exemplo,  matemática, musica, desenho, informática...

Neste caso os pais destas crianças precisam ficar atentos para detectar que tipo de inteligência ( talento ) seu filho tem,  podendo assim  ajudá-los aprimorar seu talento.

Características comportamentais destas crianças que apresentam autismo leve: 

  1. Distúrbio de interação social - (dificuldade de relacionamento com os colegas);
  2. Falta de comunicação; (linguagem restrita)
  3. Falta de interesse; (não se envolve com as novidades, raramente)
  4. Falta de reciprocidade emocional;
  5. Restrito nas brincadeiras de faz de conta; (pensamento mais voltado para o concreto).
Tudo isso resulta em um prejuízo qualitativo da comunicação, dificuldade de fazer amizades e manter as amizades.


Uma coisa que considero importante os pais saberem é:

1.    Saber respeitar a rotina, porque a criança que apresenta a síndrome de asperge, que é um autista em grau de desempenho leve, não tolera mudanças, mesmo porque não sabe lidar com o novo, o desconhecido.  

2.    Evitar ter moveis desnecessários para assim protegê-los de acidentes.

3.    Desenvolver bons hábitos de sono, manter horários, respeitando a hora de dormir, com luzes menos intensas e refeições leves antes de dormir.

4.    Devem sempre que possível evitar levar a criança em lugares muito movimentados, cheios de interferências e barulhos, como por exemplo shopping, supermercados, que são locais de muitos estímulos diferentes que incomodam como : Auto falantes, musicas altas, barulhos diferentes, muitas pessoas circulando tudo ao mesmo tempo.

As crianças que apresentam esta síndrome são crianças inteligentes, mas, muito sensíveis a mudanças inesperadas. Suas percepções sensoriais estão desorganizadas, consequentemente, sua reação é diferente de uma criança considerada dentro dos padrões da normalidade.

Podemos também verificar que o seu vocabulário é direcionado para o concreto, não consegue trabalhar no mundo das ideias, da fantasia. Tem muita dificuldade para questões abstratas.

 Ela normalmente se orienta muito pela visão, por isso é importante entender que se queremos ajudá-la devemos desenhar ou lhe mostrar figuras de determinadas coisas que vão ou podem acontecer, como por exemplo, se você quiser mudar de uma sala para outra e a criança desconhecer o espaço, identificar por cores diferentes, e quando quiser que ela vá para a outra sala mostrar-lhe a cor da sala. Visualmente fica mais fácil, mesmo porque ela não trabalha no abstrato mas no concreto.
 OU:

Outro exemplo é ser bem objetivo na comunicação com a criança. Tire a roupa e vamos para o banheiro tomar banho e não ( você precisa ficar limpinho então precisa tomar banho que teremos visita) é muita coisa para ela absorver, seu pensamento não absorve.
Para as famílias as vezes fica muito difícil entender e aceitar que a criança não é conceituada dentro dos padrões da normalidade, que ela apresenta uma síndrome, que ela é diferente das outras crianças.
Isso traz as vezes consequências desastrosas, quando a família não aceita este tipo de comportamento. Por isso é importante que todos entendam, que a aceitação é difícil mas não impossível quando você entende e reconhece as características do autismo, aprende a lidar com o preconceito, não tem medo de enfrentar o futuro, nem tem receios em cuidar do filho.
Quando existe o entendimento, existe aceitação, consequentemente acontece a transformação do sentimento, do comportamento. Seu filho é importante e precisa da ajuda de todos.
  

 

 

 

 

terça-feira, 5 de maio de 2015


Formação do Eu pessoal - ( conteúdos conscientes   mais inconscientes )

As pessoas, acreditam que são portadoras das respostas de forma consciente, mas esquecem de avaliar a interferência do inconsciente nas suas decisões. Entendem que o EU é portador de respostas conscientes, que conseguem fazer escolhas sem serem influenciados. Será ?

Não se conhecem por inteiro, acham que o que vêm e decidem, tudo tem haver com o que avaliam no momento em questão. Mas, tudo é resultado de várias coisas, do que aprenderam, do que acreditam como certo ou errado, dos valores registrados durante uma vida, mais a herança genética e arquetípica, e do  que percebem no momento.
Estes conceitos são estabelecidos pelo consciente e inconsciente.
 Como a maioria das pessoas não se conhece, não consegue estabelecer um conceito próprio real, tudo é fruto da imaginação, daquilo que registraram como certo e errado, não só do momento em questão.
Tudo que estou escrevendo tem haver com o fator emocional, o pensamento é influenciado por situações já vividas, imaginadas e registradas internamente, mais sua personalidade e tudo influência uma decisão.
 O pensamento não é autônomo como as pessoas acreditam ser, é de natureza virtual, como já afirmou Augusto Cury.
Lendo um dos seus livros, parei para pensar em como ele definia o pensamento e cheguei a conclusão que aparentemente ele está certo, não podemos tocá-lo, ele se expressa segundo o que entendemos,  e é formado por conteúdos conscientes e inconscientes.
O homem é livre para pensar, fantasiar, criar, imaginar, seu controle depende única e exclusivamente de si mesmo de si mesmo, do seu controle interno, que precisa ser ponderado, por que se assim não for,  cria para si mesmo angustias e ansiedades.

O homem torna refém dos seus próprios pensamentos.
Ninguém controla a construção do Eu pessoal, os pensamentos estão livres e soltos para expressar-se da forma que entendem, em busca da sua liberdade.  Eles são livres entre aspas, são influenciados por conceitos e preconceitos, por valores pessoais.  

Por isso é muito importante entender como se forma o pensamento, em que base estão fundamentados, quais os registros internos e emocionais envolvidos na  formação da ideia / pensamento.
Pessoas autoritárias, que dizem saber tudo, que acreditam estar com a verdade única, são pessoas que não sabem de muita coisa, apenas sabem o que vêm, não entendem o complexo da formação do pensamento e o envolvimento de vários fatores... Como fala Augusto Cury no seu livro Ansiedade:

“seus pensamentos estão contaminados e distorcidos por nossa cultura personalidade (quem sou),  pela emoção (como estou) pelo ambiente social (onde estou) e pela motivação ( qual a minha intenção). Não há interpretações puras.”
Pense nisso!!!
Falando com o coração - Maio / 2015

quarta-feira, 22 de abril de 2015

TEIMOSIA


            O teimoso é aquele que precisa realizar seus desejos impreterivelmente, não admite ser desconsiderado. Seu comportamento é voluntarioso, impulsivo.
        Normalmente, o teimoso quer por que quer, precisa desafiar sempre que percebe que não é atendido, fazendo birras, pirraças...
        Muitos associam a teimosia a um comportamento de resistência, capricho, turra, e não estão errados. Agora o teimoso só existe porque existe alguém que é complacente com as birras, tem dificuldade de contorná-las.
        Li um texto que dizia mais ou menos assim, quando o teimoso faz birras é porque existe uma plateia para o show. Entendo que isto é a mais pura verdade, se seu filho faz birras é porque você permite, assiste e dá corda para que ela aconteça.
        A criança que aprendeu que a birra, a pirraça, a obstinação pode fazer as coisas acontecerem do jeito que espera e quer, vai tornar-se um adulto também manipulador, teimoso, que faz birras para conquistar o que quer.
        A birra é uma forma que a criança encontra para impor seus desejos, ela é considerada normal na fase de um ano até três anos, passando desta fase ela já é considerada insana, desvio de comportamento. Quando acontece é porque emocionalmente a criança não sabe lidar com as impossibilidades, com o NÃO, com as restrições.  
        É considerado normal, porque nesta fase que vai de um ano até três ano a criança ainda não sabe  expressar-se corretamente, tem dificuldades com as palavras.
        Como:
        Na vida tudo tem dois lados,  a  exemplo da moeda, pensando nisso,  também podemos ver TEIMOSIA como uma forma de comportamento positivo.
        A teimosia pode ser considerada positiva quando OCORRE sem o objetivo de provocar e quando a pessoa que a pratica NÃO TEM COMO OBJETIVO CHAMAR A ATENÇÃO DAS OUTRAS PESSOAS, mas realizar seus objetivos, seus desejos com determinação e critérios.  
        Olhando o lado positivo da teimosia, entendo que a pessoa que insiste, é determinada, não desiste do objetivo mesmo que ele seja difícil, também é uma pessoa teimosa no bom sentido.
       A teimosia  no adulto é considerada negativa quando ele briga por seus objetivos de uma forma impulsiva, sem critérios, discute por eles de forma infantil, faz algo sem pensar sem normas e, só o faz para desafiar seu opositor, também está fazendo birra, só que é um adulto com uma birra infantil.
        A teimosia pode ser considerada positiva quando favorece quem a pratica com critérios, objetivos e determinação. Quem sabe quando desistir do objetivo ou transformá-lo, quando não existe a possibilidade de realizá-lo. Entendo desta forma porque vem de encontro à ideia de realização, de segurança, de saber o que se quer e acreditar que pode ser realizado.
Vai ao encontro da realização dos sonhos.
ABRIL/ 2015

       

quarta-feira, 1 de abril de 2015


A CULPA:

Este sentimento surge, quando você quer controlar tudo ao seu redor, e não tem noção que as coisas são como são independentes dos nossos desejos, acredita que consegue fazer da forma que entende e sabe, exige das pessoas que façam do jeito que acha certo. Quando as coisas não acontecem da forma que você imaginou ou deliberou, quando você perde o controle, sente-se impotente e permite que o sentimento de culpa se instale.

O sentimento de culpa pode ser positivo e negativo, dependendo da intensidade, quando você os usa para sua sobrevivência ele é positivo, porque funciona como freio, discernimento entre o que pode ou não fazer, proporciona um equilíbrio moral.

-Segundo os alguns teóricos o sentimento de culpa é abordado como a não aceitação dos defeitos, erros e falta de importância que tem cada individuo para a pessoa.

 Normalmente a pessoa se percebe como autossuficiente, o dono da verdade. Tudo que está nos extremos causa dependência, não é bom, trás problemas, e quando as coisas não são como imagina, vem a decepção que pode gerar culpas e sentimentos inadequados, como a depressão.

Quando a culpa se instala no comportamento das pessoas, interferem nas suas avaliações pessoais. Qualquer passo em falso pode desencadear fortes sensações de inadequação, impedindo o sujeito a pensar sobre si mesmo, desencadeando dúvidas, vergonha e depressão.

O sentimento de culpa pode literalmente pesar muito nas atitudes, na forma de sentir (sentimentos) perceber (sensações),  na forma de pensar e agir de cada um. Ele é um fator fundamental que desencadeia a depressão.

Depressão é de origem emocional, decorrente de inseguranças, medo de agir, sentimento de impotência ou como já coloquei necessidade de ser e manter o controle.

 A forma mais correta de trabalhar a depressão é identificar a depressão emocional da real, perceber  as diferenças.  É  entender que ninguém é perfeito, que as pessoas erram e que errar é uma forma de aprender, corrigir e evoluir. Não que seja fácil, mas é possível.
 
Abril \ 2015





 

 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015


Sandplay “ Caixa de Areia”

 

A caixa de areia é mais um recurso que os Psicopedagogos podem ter acesso, quando for necessário fazer um trabalho de avaliação e ou intervenção.

É um material que você vai poder avaliar e perceber a criança e as suas dificuldades de aprendizagem através do Lúdico. É quando a criança sente-se bem à vontade no seu espaço natural, porque brincar para criança faz parte da sua essência. É brincando que ela aprende, melhora, descobre, modifica seu jeito de ser, aprender e se comportar.

Muitos podem questionar se a caixa de areia serve para toda e qualquer criança. Eu digo que sim, com as devidas restrições.

Podem perguntar, por quê?

Porque  dependendo da criança, ela pode ter mais ou menos afinidade com a caixa de areia, têm crianças que não gostam de sujar as mãos e mexer na areia se for areia seca, sentem arrepios. Outras não gostam de mexer na areia molhada, no barro, na argila...

A primeira coisa que o Psicopedagogo precisa entender e fazer,  é respeitar a criança na sua condição de SER, nunca forçar um procedimento, deixar livre a escolha de participar ou não na caixa de areia, mesmo porque este é mais um dos recursos psicopedagógicos.

Pela minha experiência existem poucas crianças que não gostam de mexer na areia, ficam felizes e se sentem livres quando podem mexer nas miniaturas e na areia.  Ficam tão entretidas que se esquecem do horário, fato este, que precisa ser sempre colocado para criança, o tempo disponível que ela tem na caixa de areia.

A criança naturalmente gosta de fantasiar, criar, manusear as miniaturas, montando estórias diferentes. Ficam muito à vontade vivenciando as estórias que criam não se sentem restringidas, pelo contrário, é tão autêntica que não percebe o horário passar.

Esse recurso é fantástico, ajuda você entender o que se passa no interior de cada criança, como ela vê e entende o mundo que a rodeia. Em se tratando de aprendizagem, você Psicopedagogo, consegue perceber em que fase do desenvolvimento a criança se encontra. Como ela entende aprendizagem, qual o significado que a criança dá para este fato. Existe várias e diferentes maneira de se trabalhar na caixa de areia, tudo vai depender do relacionamento Psicopedagogo e o Aprendiz, como este vínculo foi estabelecido.

Se você quiser saber como funciona na prática, em março estará sendo lançando meu livro: Manual Psicopedagógico Sandplay “ Caixa de Areia” e ministrando cursos introdutórios para quem estiver interessado.  

Criando-reciclando – Janeiro 2015


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Começando um novo ano :
 
                      Tudo na vida tem começo  meio e fim, nada começa pelo meio e termina no começo. Por isso quero desejar a todos os leitores do meu blog um ANO de muito sucesso, de muita saúde e boas realizações pessoais e profissionais.
 
                      O princípio está na criança que vem ao mundo para alegrar as famílias, trazer renovação, esperanças...   Então pensando nisso resolvi escrever um pouco sobre educação.
 
      Tudo na vida tem uma razão de ser, os "defeitos" existem  para corrigirmos, as "qualidades" para preservarmos, qual seria a graça de vivermos sem aprender, fazer e refazer. O nosso crescimento é proporcional ao nosso investimento em aquilo que acreditamos e damos valor...
           Quando pensamos em família, pensamos em filhos, que eu acredito ser o maior objetivo dos casais. Sempre achamos que estamos prontos e preparados para exercer EDUCAÇÃO, mas nem sempre é o que acontece, ficamos enrolados e perdidos quando a criança apronta.
Toda criança tem o espírito da curiosidade, quer experimentar coisas novas e diferentes, gosta de explorar o ambiente, gosta de usar sua criatividade, brinca com coisas sérias, não tem noção da responsabilidade.
Eu considero normal estas atitudes, não que eu as aprove mas, como sabemos, elas fazem parte do seu aprendizado. Nem sempre as atitudes das crianças dão bons resultados e, o que normalmente acontece é a repreensão dos Pais e Educadores.
Acredito que é muito importante repreender, mostrar que aquilo que ela esta fazendo, não é certo e acarreta resultados negativos, isto porque a criança quando age é sem pensar nas consequências, ela sempre acha que vai dar certo e que o caminho é correto.
Existe formas e formas de exercer o Educar, podemos fazê-lo de forma positiva, evitando que  a criança  registre que seu comportamento de explorar, criar e acreditar que pode, seja errado, carregando para uma vida certos sentimentos de inadequação, deixando de explorar sua  capacidade.
Quando o Educador mostra para criança que tudo que ela faz é errado, que ela é impulsiva, não respeita o que as pessoas falam e exigem, ultrapassa as regras, “ele” em outras palavras passa a mensagem que ela é inadequada, incapaz, inconsequente. As mensagens negativas que entram no inconsciente da criança como:
“ Minha mãe (pai/professor) não gosta de mim,  e não,  eles gostam de mim, mas não do meu comportamento, a minha atitude é que está errada".
Toda criança que só recebe repreensão, nunca um elogio, vira um adulto inseguro,  manipulador, com baixa auto estima, repetindo o comportamento dos Pais como educadores de geração para geração, porque foi assim que aprenderam.
Entendo que a forma positiva de educar seja:
1º)  Antes de repreender de forma negativa (gritando/batendo/xingando/descontando seu desapontamento/ sua raiva ) procure entender o que está acontecendo, porque a criança fez o que não devia.
2º)  Procure mostrar para criança que você não gostou do que ela fez, do seu comportamento;
3º)  Mostre também para criança o que a atitude dela acarreta, quais as consequências do seu comportamento e qual é sua responsabilidade quando assume comportamentos inadequados;
4º) Depois de entender e conversar com a criança, se ainda achar que o comportamento dela merece um castigo, seja razoável e não desconte suas frustrações neste castigo.
É muito mais fácil educar  em cima de ELOGIOS DO QUE CASTIGOS, toda criança espera que os pais elogiem seu comportamento quando correto. Ficam frustradas e com raiva quando os pais acham que elas não fizeram nada além da obrigação, porque se esforçaram para agradar os pais e a si mesmo.
Elogiar representa para criança um motivo a mais para esforçar-se, melhorar suas notas, seu comportamento,  seu jeito de agir.  Aumenta sua autoestima, favorece seus relacionamentos. A criança aprende ser mais positiva, menos agressiva.
Toda criança que se sente amada e feliz,  não incomoda, não resmunga, não irrita as pessoas, convive socialmente de forma mais tranquila, seus relacionamentos são mais amorosos e suas reações mais positivas.
Engana-se quem pensa que precisa ser muito bravo, enérgico e rígido com a criança, basta ser sincero, claro e objetivo quando se comunicar com ela, toda criança é muito experta e inteligente, consegue entender o que precisa fazer, quando não o faz é porque quer provocar, irritar, descontar nas pessoas aquilo que não gosta, não aceita e acha ruim.
CMHA  -  Janeiro/2015
 
             
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


quarta-feira, 12 de novembro de 2014


Problemas escolares:

Não é raro as crianças apresentarem problemas na escola. Muitos desses problemas estão relacionados ao histórico de vida da criança, ao seu emocional e aos transtornos de aprendizagem.

Sempre que avaliarmos uma criança, precisamos ser criteriosos, não devemos fazê-lo de qualquer jeito, tudo que fica registrado no íntimo de cada um, é o que levamos como estigma durante a vida. Como por exemplo, meu filho é desligado, meu filho é rabugento, meu filho é inquieto, encrenqueiro, distraído... ou meu filho tem dislexia. Estes conceitos são valores que irão influenciar significativamente nas atitudes e comportamentos destas crianças futuramente.

Antes de fazermos uma avaliação precisamos observar a criança dentro do seu mundo, da sua vida pessoal e escolar. A criança é resultado de um contexto  bio-psico-social.

·         Tdah ( Distúrbio do déficit de atenção e hiperatividade)  se caracteriza por combinações de dois grupos de sintomas:

1-      Desatenção e dispersão.

2-      Hiperatividade e impulsividade.

Tdah é um transtorno muito estudado atualmente, o que antes era considerado preguiça, falta de vontade, hoje em dia está sendo muito pesquisados e estudados pelos médicos e psicólogos, professores e interessados.

Mesmo assim, ainda observo que às vezes estes conceitos são colocados para tudo, sem critérios sem avaliação, apenas porque a criança demonstra alguns sintomas. Não é bem assim que funciona, antes de darmos um diagnóstico precisamos constatar se de fato à criança apresenta sintomas do Tdah, que para ser considerado como distúrbio precisa ser verificado se a criança realmente apresenta um conjunto de sintomas  pertinentes ao distúrbio.

SINTOMAS DE DESATENÇÃO:

·         Prestar pouca atenção nos detalhes e cometer erros por falta de atenção;

·         Dificuldade de concentração, tanto nas tarefas escolares quanto em jogos e brincadeiras;

·         Não demonstrar foco, estar envolvidos com muitas coisas ao mesmo tempo;

·         Ter dificuldade para seguir instruções até o fim ou deixar tarefas e deveres sem terminar;

·         Dificuldade de se organizar para fazer algo ou planejar coisas com antecedência;

·         Relutância ou antipatia em relação a tarefas que exijam esforço mental por muito tempo, tais como estudo, leitura...

·         Perder objetos necessários para realizar as tarefas ou atividades do dia a dia;

·         Distrair-se com facilidade com coisas a sua volta ou mesmo com seus próprios pensamentos. “Sonhar acordado”.

·         Esquecer as coisas que deveriam fazer no dia a dia.

SINTOMAS DE HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE

·         Se mexer muito na cadeira, mexer os pés e as mãos quando sentados;

·         Não conseguir ficar sentado por muito tempo  na cadeira tanto em sala de aula, como em casa à mesa nas refeições ou em qualquer outro lugar;

·         Correr sempre ou escalar coisas em situações no qual isto  é inapropriado.

·         Não consegue  manter-se  por muito tempo em atividades de lazer;

·         Parece elétrico e a mil por hora;

·         Fala demais, geralmente sem pensar;

·         Responde perguntas mesmo antes de elas serem concluídas. Responde a pergunta sem ler até o final;

·         Não consegue aguardar a sua vez ( nos jogos, na sala de aula, na fila...)

·         Interromper os outros ou se meter nas conversas.

Estes sintomas são listados pelos critérios tradicionais, mas podem ocorrer outros sintomas em paralelo tais como:

·         Baixa autoestima;

·         Sonolência diurna;

·         Pavio curto;

·         Necessidade de ler mais de uma vez para poder fixar;

·         Dificuldade de levantar para começar o dia;

·         Adiantamento crônico das coisas;

·         Mudança de interesse o tempo todo ( falta foco )

·         Variações de humor constante.

O que observamos é que este tipo de distúrbio ocorre mais em meninos do que em meninas, mas não significa que não ocorra em meninas, é menos frequente.

Estes são apenas alguns pontos importantes para considerarmos se a criança tem ou não algum distúrbio, sem contar que precisamos acompanhar o processo evolutivo da criança para podermos fazer um  bom diagnóstico.

“Não rotule seu filho, isto vai prejudicar o conceito que ele vai fazer de si mesmo no futuro”.

Novembro/2014




 

 

Você que é um profissional atualizado e trabalha com  avaliação Psicológica, Psicopedagógica,  Neuropsicológica, não pode perder está oportu...

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